A turma A do 8º ano levou “O Rapaz de Bronze” ao palco
06 / nov. / 2025
O jardim de “O Rapaz de Bronze”, de Sophia de Mello Breyner Andresen floresceu e encantou o auditório da nossa escola. Esta obra foi brilhantemente dramatizada pelos alunos da turma A do 8º ano, no âmbito de um projeto DAC, onde estiveram envolvidas várias áreas do saber e muita dedicação. Assim, em Português, foram criadas poesias originais, que deram vida ao “Jardim Encantado”, onde cada folha e flor simboliza a imaginação e a sensibilidade dos alunos; em Matemática, foram exploradas as medidas do canteiro, através do cálculo do perímetro e da área; em Ciências Naturais, os alunos dedicaram-se à jardinagem de um canteiro, observando a diversidade dos seres vivos e refletindo sobre o equilíbrio da natureza; em Educação Moral e Religiosa, foram realizados os ensaios, a seleção dos textos, dos atores e a construção do cenário, com o precioso apoio do Plano Nacional das Artes (PNA) e do Plano Cultural de Escola (PCA) e por fim, mas não menos importante, a ajuda dos pais, na preparação do guarda-roupa, que deu ainda mais cor e vida ao espetáculo. Após um longo período de trabalho, finalmente, o Rapaz de Bronze desceu do seu pedestal e ganhou vida, num cenário que reproduziu com elegância e simplicidade os elementos essenciais referidos no conto: as árvores de grande porte, as tílias e os carvalhos, o lago onde se encontrava a estátua juntamente com as flores que compunham o seu jardim. Estas iluminaram e brilharam no palco, ostentando cores e formas diversificadas nas suas pétalas e folhas, tão bem representadas nos adereços que embelezavam os nossos atores. A voz dos alunos deu vida às várias flores que apenas estamos habituados a ver como simples ornamentos mas, nessa noite, foi-nos permitido sonhar e imaginar, através da personagem Florinda, como seria o mundo se as flores falassem. Teríamos, por um lado, as mais vaidosas, representadas pelo Gladíolo, que gostam de exibir as suas cores e fragâncias nas jarras imponentes e, por outro, encontraríamos as mais humildes, como o Muguet, que impõem a sua presença apenas pelo perfume que exalam. Foi com grande entusiasmo que os alunos se envolveram na representação deste belo conto, cuja mensagem proporcionou ao público uma reflexão sobre a importância da amizade, da natureza e das relações entre os seres vivos, salientando que é numa convivência harmoniosa e na simplicidade das coisas que encontramos a verdadeira beleza.