Educar para a Liberdade: O 25 de abril na Nossa Comunidade Educativa
27 / abr. / 2026
Entre o passado que nos molda e o futuro que construímos, as nossas escolas celebraram os valores de abril. Da criatividade dos cravos reutilizados na EB Carreira à voz digital do Clube de Jornalismo AETA, passando pelo testemunho histórico sobre a Guerra Colonial, a educação assume-se como o pilar central ao serviço integral das pessoas e da liberdade
Sob o compromisso de formar cidadãos plenos e conscientes, as escolas do concelho celebraram o 25 de abril não apenas como uma data histórica, mas como um exercício vivo de cidadania, solidariedade e envolvimento comunitário.
Na EB Bairro, o Dia da Liberdade foi celebrado sob o lema inspirador “25 de Abril – a Liberdade nas tuas mãos”. Através de um painel coletivo construído com o decalque das mãos de todos os alunos, a comunidade escolar simbolizou que a construção da democracia é uma responsabilidade partilhada. A criatividade estendeu-se à expressão plástica, onde mãos e pés pintados de verde e vermelho deram forma aos cravos de Abril. Além das artes, a música e a reflexão crítica sobre a transição da ditadura para a democracia marcaram o dia, sensibilizando os mais jovens para a importância de cuidar dos valores conquistados.
Na EB Carreira, a liberdade voltou a ganhar vida pelas mãos dos alunos que, com materiais reutilizados e muita imaginação, deram forma a cravos únicos. Esta iniciativa uniu a criatividade à responsabilidade ambiental, provando que celebrar Abril é, também, cuidar do mundo que herdámos. O destaque vai para o envolvimento das famílias, que colaboraram ativamente na construção destes símbolos, reforçando o papel da escola como um espaço de união. Porque a liberdade não se explica apenas; aprende-se, vive-se e constrói-se todos os dias com a participação de todos. Os alunos do Clube de Jornalismo e Rádio AETA celebraram a Revolução dos Cravos através da produção de um vídeo reflexivo. O trabalho foca-se na importância da liberdade de expressão e nos direitos conquistados, desafiando a comunidade educativa a refletir sobre o papel individual de cada cidadão na construção de uma sociedade mais participativa e consciente.
Numa sessão marcada pela partilha de experiências, os alunos receberam o Dr. Lages, Diretor do Museu da Guerra Colonial de Famalicão. A intervenção proporcionou um olhar profundo sobre o contexto da guerra colonial em cenários como Guiné, Moçambique e Angola. Desde as dificuldades no terreno às icónicas "madrinhas de guerra", passando pelo quotidiano dos soldados e o impacto nas famílias, a sessão permitiu aos jovens aprofundar conhecimentos sobre o impacto da Revolução de Abril na construção da democracia portuguesa. Foi um momento de homenagem à memória e de reforço dos valores democráticos que servem a comunidade escolar.